quinta-feira, 30 de julho de 2009

Meu amado


Naqueles dias, 1Durante as noites, no meu leito, busquei aquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar. 2Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar. 3Os guardas encontraram-me quando faziam sua ronda na cidade. Vistes acaso aquele que meu coração ama? 4Mal passara por eles, encontrei aquele que meu coração ama. Segurei-o, e não o largarei antes que o tenha introduzido na casa de minha mãe, no quarto daquela que me concebeu.

Deusa Durga. deusa da vitória

Propósito


Lembrem-se de que estamos na Lua Magnética do Morcego, a Lua do Propósito, a 1ª lua do ano, que vai de 26/7/2009 a 22/08/2009 e que neste período de 28 dias deveremos responder a pergunta: Qual é o meu propósito?

sábado, 25 de julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O canto das sereias ou O corpo autêntico


De todos os perigos que Ulisses enfrentou na viagem de volta para casa, nada se compara ao misterioso canto das sereias, de que fala Homero no livro 12 da Odisséia. Diferentemente das sedutoras sereias da tradição celta, belas mulheres dotadas de cauda de peixe, as sereias gregas eram criaturas horríveis, assemelhando-se a grandes pássaros com cabeça de mulher - castigo imposto por Afrodite, a deusa do Amor, porque elas se negaram a cultuá-la, preferindo permanecer virgens... Como eram filhas de uma das musas, podiam cantar com uma suavidade e harmonia inatingíveis por vozes humanas, usando sua arte para atrair os homens para a morte e a destruição.
Humilhadas por essa aparência monstruosa, retiraram-se para uma ilhota que fica a oeste da Sicília, e lá, instaladas no ponto mais alto, esperavam, vigilantes, até que o vulto de um navio apontasse no horizonte. Então, de repente, um grande silêncio descia sobre o mar, cuja superfície ficava lisa como um poço de jardim, e o seu canto começava, crescendo de um simples murmúrio à distância até encher o ar com a doçura venenosa de suas vozes. Enfeitiçados, os homens tomavam o rumo daquela ilha de costas verdes como uma esmeralda, e iam despedaçar o navio nos sinistros rochedos ocultos sob a água. Os que escapavam com vida eram devorados.
Ulisses foi o único mortal que continuou vivo depois de ouvi-las. Ao avistar a ilha, obrigou a tripulação a selar os ouvidos com cera de abelha e mandou que o amarrassem ao mastro, com as mãos para trás, e que apertassem os nós se ele tentasse fugir. A um sinal do imediato, cinqüenta remos feriram a água ao mesmo tempo, impulsionando o navio na direção das sereias. Elas, que tinham reconhecido o herói, dirigiram a ele um apelo que suas vozes mágicas tornavam irresistível: "Chega mais perto, afamado Ulisses! Pára teu navio e vem ouvir nossa voz, que só terás a ganhar! Sabemos tudo o que aconteceu em Tróia, e tudo o que vai acontecer. Vem, aproxima-te!" - e começaram a cantar. Os marinheiros, surdos, continuavam remando, enquanto Ulisses, com o rosto transtornado pelo que elas diziam, lutava desesperadamente contra a corda que lhe apertava os pulsos. Aos poucos, porém, a ilha foi ficando para trás, e as vozes dela se perderam na distância. Sem qualquer comentário, Ulisses retomou o comando.
O que ele ouviu, ninguém sabe. Ulisses jamais revelou o que, naquele dia, o levou a debater-se como um louco para se livrar das amarras - mas, ao que parece, as sereias souberam escolher as palavras certas para tocar seu coração, assim como o fariam com qualquer outro que delas se aproximasse. Na Grécia - como hoje -, essa sempre foi a triste sina dessas criaturas sedutoras, mas infelizes, condenadas à solidão de seu rochedo. Frustradas, incapazes de amar, aprenderam a usar o desejo dos outros para aprisioná-los com um canto em que tudo é só promessa, em que tudo é aparência. Muitos passarão por ali, trazidos pelas marés, mas essas pobres sereias jamais vão sair de sua ilha.

Graal sobre a Terra devastada


"O nosso objetivo como seres individuais corporificados é manifestar o processo somático como uma experiência mítica. Ao perdermosa a nossa realidade somática, tornamo-nos habitantes de uma terra de ninguém: o mito do corpo abandonado. Preencher-se novamente é o Graal." (KELEMAN, Stanley)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

3 horas da manhã

Uma caixa. Um coração na tampa. Dentro, fotos e pregos; pequenos, porém pregos.
Minha vida. Dentro, lembranças e barreiras; pequenas, porém barreiras.
Decidi tirar os pregos da caixa, e também suas lembranças. Decidi ainda deixá-la aberta.
Dia 22 de julho, dia de abrir-se a um amor incondicional.
Uma caixa, aberta em cima da mesa. Vamos ver o que vai dar.
Boa noite Má.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Coisas que andei aprendendo essa noite

Cinco brincadeiras:
- O jogo dos cumprimentos.
- Conversar por perguntas.
- O mais rápido a bater.
- Espelho.
- Construção rápida de coreografias.

E o melhor de tudo:

- Repetir quantas vezes forem necessárias.

Uma cena:

Uma mãe entra com uma criança no colo. A criança sempre vomitando. Por três entradas de cena a criança vomita, a mãe sai desolada. Na última, quando os refletores acendem ela entra com a criança. A mesma vomita, a mãe retalha: " Meu avental é de plástico.

Outra cena:

Duas pessoas começam a falar juntas. Uma não gosta que a outra fale junto, mas depois de um tempo não se sabe quem é que esta copiando quem. Até que uma, escancara ser a que comanda, e diz querer brincar, a outra pessoa continua espelhando sem demonstrar vontade pela brincadeira. Essa diz sapiente: " Você vai brincar!". A outra só copia. Essa mais empolgada começa a brincar sozinha, e de repente se confunde a diversão, as duas brincam.